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Receitas Saudáveis – Pizza de Crepioca

Como já havia dito por aqui, sou a mais nova adepta do Snapchat. Lá eu posto tudo da minha rotina alimentar, inclusive minhas preparações 😋

Algumas pessoas me cobraram colocar as receitas que eu ensino lá por escrito, então resolvi que as colocarei aqui no blog, como vinha fazendo antigamente.

A receita de hoje é uma pizza cuja massa é feita de crepioca. Para esta receita você precisará de:

– 1 ovo

– 1 colher de sopa de fécula de mandioca

– 1/2 colher de sopa de requeijão

– 1 tomate

– 1 fatia de queijo branco

– molho de tomate

– orégano
Modo de preparo

Misture bem os três primeiros ingredientes e tempere com sal a gosto. Eu uso o sal rosa. Divida a mistura em 4 partes e coloque uma a uma em uma frigideira para ovo, daquelas bem pequenas. Vá movimentando-a para que a massa vá cozinhando por inteiro sem virar. Disponha as massas de pizza em uma assadeira. À parte, fatie o tomate em rodelas e rale o queijo no ralo grosso. Sobre a massa coloque uma pequena quantidade de molho de tomate, o queijo, o tomate em rodelas e o orégano. No forno pré aquecido, deixe assar por 10 minutos ou até que o queijo derreta.

  

    
    
    
   

 

Aniversário de 3 anos

Hoje completo 3 anos de cirurgia bariátrica. Quando iniciei o processo para fazer a cirurgia, eu tinha estabelecido esse período como um marco, um sinal de que teria vencido a obesidade caso estivesse mantendo meu peso após passado esse tempo. Como eu estava enganada! Nada como a experiência, não é mesmo? Durante esses três anos, aprendi bastante coisa:

– Não existe “vitória sobre a obesidade”. Ainda não desenvolveram nenhuma técnica a que o paciente se submeta e, ao término do tratamento, ele não tenha mais que se preocupar com a obesidade. Noto que a obesidade é um fantasma que me assombrará até o fim dos meus dias na terra;

– A cirurgia bariátrica é uma ferramenta fantástica para o controle da obesidade, mas está longe de ser a cura; o controle da alimentação e a prática de atividade física se fazem necessários para a manutenção dos resultados e, psicologicamente falando, tentaremos nos sabotar diariamente. Para evitar essa sabotagem ainda não existe técnica cirúrgica que resolva, infelizmente. É o clássico “a cirurgia foi no estômago, não na cabeça”.

– Após o período mágico em que se perde peso sem nenhum esforço denominado “lua de mel”, a obtenção de resultados depende do mesmo esforço que qualquer pessoa que não tenha se submetido à cirurgia precisa fazer;

– Independente do quanto eu me esforce, a quantas cirurgias plásticas eu me submeta, de quantos procedimentos estéticos eu faça, meu corpo jamais deixará de carregar as marcas da obesidade.

– Controlar a obesidade é um esforço diário e demanda muita energia, mas além de necessário, é muito gratificante e compensador.

Neste dia, creio que me resta agradecer. Sou muito grata à Deus, à espiritualidade, meus pais, meu marido, que é meu grande companheiro, meu melhor amigo, à todos os meus amigos e familiares que me fizeram companhia durante a minha recuperação, e ao Dr. Samir e toda sua equipe profissional que me deu todo suporte necessário com muito carinho, nunca esquecerei. 
 

Heloísa Daiane, operou no mesmo dia que eu!
  
  
Fazendo caminhada no corredor com a minha mãe.
  
Sendo examinada pela fisioterapeuta, Helaine, um amor!
  
Recebendo a visita da Andrea, pessoa em quem me inspirei para fazer a cirurgia.
  
Queridas amigas, Marcela e Márcia
  
Fazendo fisioterapia pulmonar com o respiron.
  
Meu querido marido, amor da minha vida.
  
Mamãe querida
  
Minha primeira refeição
 

Hoje, após 3 anos, conto com a ajuda da minha nutri e amiga Pamella, um presente na minha vida, e do meu personal Luiz (que foi também meu cinegrafista, rsrs), sempre com o objetivo de ser uma pessoa ativa e saudável, acima de qualquer outra ambição.

Sei que não sou imbatível, nem melhor que ninguém. A luta é diária e há dias em que batalhas são perdidas, mas a cada nascer do Sol uma nova oportunidade de acertar é dada, e é a isso que me atenho.

  

Paciência

  
Se eu pudesse dizer apenas uma palavra para alguém que fosse se submeter à uma cirurgia plástica, eu diria essa: paciência.

É maravilhoso fazer alguma correção em seu corpo, especialmente no nosso caso em que ficamos com sequelas advindas da obesidade. No entanto, o resultado da cirurgia plástica é demorado e, caso o paciente seja ansioso haverá muito sofrimento.

É claro que já dá para ter uma noção no início, mas os edemas desaparecem mesmo a partir de 6 meses após a cirurgia e até lá a paranoia corre solta. Eu já atormentei muito o pobre do meu marido dizendo que havia engordado e que estava uma baleia na hora de tirar o macaquinho para tomar banho à noite. Isso porque é à noite que ocorre mais o inchaço e, aliado ao meu distúrbio de imagem que teima em dar as caras de vez em quando, me causou muita ansiedade.

Outra coisa importante é aceitar os limites de um corpo ex-obeso. As partes do corpo que ainda não foram reparadas, vão continuar com sobras de pele, o que pode acarretar em alguns casos em uma cintura fininha e aquelas famosas dobras nas costas. A gente pensa no quanto sofreu para perder peso, afinal a cirurgia bariátrica não é nenhum passeio no parque, né? E ainda assim não se livrar das malditas dobras!?!? Infelizmente, para algumas pessoas é assim mesmo. Outras são abençoadas e às vezes nem precisam fazer reparadoras, mas a maioria de nós precisa e, dependendo do paciente, as reparadoras clássicas de braços, pernas abdome e coxas não são suficientes.

Bom, no meu caso, minhas costas vão bem, obrigada, mas a sobra de pele no quadril, bumbum e coxas me incomodam. A barriga está chapada, mas quando me deito, tenho a impressão de que meu quadril e coxas duplicam de tamanho devido ao excesso de pele. Não tenho intenção de corrigir isso cirurgicamente, vou optar por corrigir apenas a parte interna das coxas, próximo à virilha. Decidi assim para evitar mais cicatrizes. Por isso é muito importante discutir bastante com o cirurgião plástico o que te incomoda e como ele pretende abordar o seu caso, para não haver surpresas desagradáveis e amenizar um pouco ansiedade comum do pós operatório.

 

Então… Fiz minha primeira cirurgia reparadora!

 
  Mais uma etapa vencida! A cirurgia teve uma duração de 3 horas e meia e os procedimentos foram implante de silicone nas mamas (paguei particular) e abdominoplastia em âncora (feita pelo plano de saúde). Hoje estou completando 8 dias de cirurgia e a verdade é que a pior parte foram as primeiras 48 horas. Tem sido assim:

Dia 1- Dores nos cortes e desconforto devido à ter que ficar na mesma posição. 

Dia 2- Primeira descida da cama e primeira caminhada. Bem encurvada! Trocando de posição a cada 2h, bebendo bastante água e caminhando dentro de casa para ativar a circulação. MUITO inchaço!

Dia 3- Finalmente, o primeiro banho! Já não é tão desconfortável e eu já consigo encontrar posições melhores tanto deitada quanto sentada. 

Dia 4- Início das drenagens linfáticas. Como não fiz lipo, não incomodou nada e ajudou muito a desinchar.

Dia 5- Já não ando tão encurvada. Seguindo as orientações do meu médico, o limite para ir ajustando a postura é se eu sinto repuxar o corte. Se sentir, curva mais!

Dia 6- Primeiro ajuste do macaquinho! Estou desinchando bastante! Já até comecei a gostar da aparência do meu abdômen:

  
Dia 7- Já consigo ser mais independente para o básico, mas tomando bastante cuidado!

Dia 8- Retorno com o médico. Ele disse que está ótimo, me liberou das meias compressivas. Tirou a maioria dos pontos, deixou só o do umbigo. Devo retornar semana que vem para tirá-lo.

Estou muito satisfeita com tudo! Para mim é mais uma vitória, mais uma etapa desse processo de controle da obesidade vencida!

Cirurgias Plásticas Reparadoras

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Este mês completei 2 anos e 6 meses de cirurgia bariátrica. Desde o dia em que alterei meu sistema digestivo cirurgicamente até hoje, foram muitas as emoções pelas quais passei. Acho que se eu tivesse que definir em uma só palavra, eu usaria ANSIEDADE. Ansiedade para obter os laudos para operar, ansiedade para a cirurgia, ansiedade para saber se iria me adaptar à dieta inicial, para voltar a mastigar, para emagrecer… Enfim, muitos momentos de ansiedade. No entanto, acho que nunca estive ansiosa para fazer as cirurgias reparadoras. Pensar que a cirurgia bariátrica seria apenas a primeira de muitas que ainda teria que fazer (vesícula, abdome, mama, braços e pernas) sempre me deixou com os nervos à flor da pele.

Fazendo parte de vários grupos no Facebook relacionados à cirurgia bariátrica, acabei ficando sempre bem informada em relação às plásticas. Lia inúmeros testemunhos e via resultados satisfatórios (ou não). Lia sobre pessoas que estavam muito felizes por terem conseguido realizar os procedimentos via plano de saúde, outras que haviam conquistado esse direito judicialmente e algumas outras que haviam pago as cirurgias plásticas particular mesmo. Lia e enquanto as plásticas estavam ainda muito distantes para mim porque não havia emagrecido o suficiente, me contentava em apenas ir me informando para que quando minha vez chegasse, eu soubesse como proceder.

A vontade de me submeter a esses procedimentos veio mesmo quando eu estava bastante assídua na academia. Via meu corpo mudando, meus músculos começando a dar o ar da graça, e o excesso de pele fazendo com que minhas formas tão dificilmente conquistadas ficassem ocultas. Olhava meus braços no espelho enquanto fazia um exercício de musculação chamado “desenvolvimento” e via os músculos aparecendo encima e as peles penduradas embaixo😦

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Desenvolvimento

Procurei vários cirurgiões plásticos em busca de uma combinação entre: a) um plano de ação que me agradasse, b) um profissional que me passasse confiança e, c) um profissional que operasse pelo meu plano de saúde. O total foi de 6 cirurgiões plásticos até encontrar o que irá fazer a minha cirurgia. Farei o abdome pelo plano de saúde e eu pagarei a mama particular. Minha cirurgia estava marcada para ontem, 09/06/2015, mas tive uma surpresinha com a ultrassom da mama. Estou com um nódulo no seio e o meu cirurgião plástico pediu que eu apresentasse um laudo de um mastologista. Fiz uma mamografia e amanhã, 11/06/2015, apresentarei para o mastologista e meu destino será definido. Prometo ir atualizando vocês.

Pretendo ir fazendo postagens sobre os detalhes, mas podem fazer as perguntas que quiserem, assim a publicação fica mais com “a cara” de vocês. Obrigada por me acompanharem! Sempre que recebo uma mensagem dizendo que meus textos ajudaram em alguma coisa, fico muito feliz!

Pra finalizar, um antes e depois meu, só pra não perder o hábito! Beijos e até a próxima!

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As 5 coisas que mais ouvimos quando dizemos que vamos fazer cirurgia bariátrica

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Muitos de nós até optam por não divulgar a decisão pela cirurgia bariátrica pensando justamente no que ouviremos, mas de algumas pessoas, especialmente familiares, fica muito difícil esconder nossos planos. Eu sempre fui muito aberta em relação à minha decisão de fazer a cirurgia bariátrica e, por isso mesmo, acabei ouvindo muitas coisas. Essas “coisas” normalmente começam com: “você vai fazer bariátrica?” e emendam com alguma experiência do vizinho do cunhado do tio da prima da mãe da pessoa. Vamos às mais frequentes?

1- Você vai fazer bariátrica? A minha vizinha fez e 15 dias depois ela morreu!

Nada mais reconfortante do que ouvir que alguém que passou por uma experiência pela qual você pretende passar tenha morrido em decorrência dela, não é mesmo? Ironias à parte, esta é uma frase frequentemente ouvida pelas pessoas que optam pelo procedimento cirúrgico como uma ferramenta de controle da obesidade. Eu realmente não sei o que passa na cabeça da pessoa que fala isso, se é um desejo de prevenir o paciente ou talvez de fazer com que ele mude de ideia, mas independente disso, é bom deixar pra falar sobre a sua decisão depois de já ter debatido bastante com a equipe de profissionais que está cuidando do preparo para a cirurgia. Os profissionais envolvidos na maratona que antecede a cirurgia é que têm capacidade para tirar as possíveis dúvidas e talvez, porque não, dissuadi-lo de fazê-la. Uma pessoa que ainda não está 100% certa se quer operar ou não, pode acabar desistindo se ouvir muitas histórias que passaram por várias pessoas antes de chegar ao interlocutor e que, possivelmente, nem têm tanta veracidade assim. É claro que existe risco de morte num procedimento deste porte, mas é realmente necessário ouvir esse tipo de comentário? Seria algo como: “Vou viajar de avião.” “Ah, você vai? O avião em que a prima da cunhada da minha vizinha estava viajando caiu na semana passada!”

2- Você vai fazer bariátrica? A colega de trabalho do meu marido ficou mal-humorada depois que fez essa cirurgia.

No lugar de mal-humorada você pode inserir qualquer um dos seguintes: alcoólatra, compulsiva por compras, ninfomaníaca, depressiva… Quem está sendo bem preparado para a cirurgia sabe desses riscos e se decidiu levar adiante é porque está disposto a pagar para ver. Mil sessões de psicoterapia com o melhor psicólogo do mundo podem até não prevenir que você desenvolva alguma dessas patologias, mas este preparo é fundamental para identificar e controlar logo o problema.

3- Você vai fazer bariátrica? Nossa, vai ficar toda pelancuda…

Ah, a flacidez implacável! Em alguns ela vem mais agressiva, com outros ela é mais gentil, mas em 90% dos casos ela se faz presente. Pra começar, seria legal se as pessoas de modo geral entendessem que essa cirurgia não tem fins estéticos (ou não deveria ter), portanto, o nível de flacidez não está ligado ao sucesso da cirurgia. O objetivo aqui é a melhora na qualidade de vida do paciente através do controle das comorbidades. NO ENTANTO, a melhora na aparência é um bônus e tanto, né? Antes de operar, eu preferi acreditar que estaria nos 10% que saem incólumes da batalha contra a flacidez, mas depois que operei e ela bateu na minha porta, passei apenas a planejar minha próxima aventura cirúrgica: as plásticas!

4- Você vai fazer bariátrica? A tia do marido da minha vizinha fez e vomita tudo que come!

Confesso que essa me deu pânico. Sempre detestei vomitar, eu era daquelas que evitava ao máximo chamar o Hugo, e essa declaração me fez reconsiderar. A verdade é que hoje meu estômago se comporta bem melhor do que se comportava antes da cirurgia e o único Hugo que eu chamo ultimamente é o rapazinho da xerox no meu trabalho. É lógico que no começo foi difícil, já distraí conversando e deixei de mastigar direito o que gerou muito mal-estar e acredito que uns ou outros realmente tenham passado a sofrer desse mal, mas qual será o percentual? Vômitos podem ocorrer no início, mas se persistirem é bom que o cirurgião seja consultado!

5- Você vai fazer bariátrica? Minha sobrinha fez e ficou careca!

Mexendo de novo com a nossa vaidade! Uma coisa posso afirmar veementemente: se você não tiver nenhuma patologia ligada à calvície, essa afirmação é uma MENTIRA!! Você não ficará careca. Perderá muito cabelo, mas eles nascem de novo, não se preocupe. É claro que a reposição de vitaminas e uma alimentação balanceada ajudarão bastante a manter os bravos guerreiros presos ao seu couro cabeludo, mas está longe de ser a solução para a queda. Na maioria dos casos ela ocorre e não há nada que se possa fazer para impedi-la, apenas controlá-la e esperar que esta fase passe logo. Após 2 anos de cirurgia bariátrica, os cabelos que perdi já estão no comprimento de uma franjinha!

E vocês? Ouviram muitas coisas que os deixaram com medo de embarcar nessa experiência transformadora? Divida conosco!

“Seu” Manoel

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A decisão de fazer a cirurgia bariátrica costuma ser tomada após muita reflexão. Relutamos por muito tempo, acreditamos que conseguiremos perder o peso que precisamos sem a ajuda da cirurgia. Recorremos a remédios para emagrecer e dicas milagrosas que vemos na televisão. Começamos a emagrecer e dizemos: dessa vez é em definitivo! Por algum motivo não dá certo e nos vemos na sala de espera de algum cirurgião bariátrico. Lá, ouvimos de tudo: casos de sucesso, complicações cirúrgicas, reganho de peso… É um papo de meia, cinta, dreno, clexane, versa, respiron… Nos sentimos “afogados” com tanta informação. É uma correria para conseguir os laudos e alguns ainda vão parar em consultórios de médicos que não acreditam que a cirurgia bariátrica seja a melhor opção e, além de negarem o laudo, tentam convencê-los a desistir. A família nem sempre concorda também, e nos vemos em uma ilha, sozinhos.
É nessa hora que entrou o “meu” Manoel. O “Seu Manoel” era um senhor que havia feito a cirurgia bariátrica há pouco tempo, uns dois meses. Eu o conheci em uma caminhada promovida por uma personal trainer, também operada, intitulada: “Caminhada contra a Obesidade”. No evento foram distribuídos brindes: camisetas, squeezes, barrinhas de cereal e água. Na distribuição das camisetas, fui logo na de tamanho maior e ela ficou bem justinha. O “meu” Manoel me abordou dizendo;
__ Há dois meses essa camiseta teria ficado assim pra mim também, mas olhe só como estou bem hoje!
Andrea (minha musa inspiradora), Denise Bringel, Manoel e eu.
Andrea (minha musa inspiradora), Denise Bringel, “Seu” Manoel e eu.
E a minha relação com o “meu” Manoel continuou assim. Ele parecia saber os momentos em que eu precisava de uma palavra amiga. Aliás, ele era assim com todo mundo. O “meu” Manoel era nosso.
Minha cirurgia foi no dia 03/12/2012, próximo ao Natal. Ele realizava um trabalho de distribuição de brinquedos para crianças carentes todos os anos. Vestia de Papai Noel, embrulhava todos os brinquedos e enchia o dia das crianças de muita alegria. Naquele ano em que nos conhecemos, ele me abordou pelo Facebook para que eu o ajudasse contribuindo com alguns brinquedos. Como minha cirurgia ainda estava muito recente e tinha sido aberta, cuja recuperação é mais demorada, expliquei que quando tirasse o dreno eu pediria para minha mãe, que era minha motorista, para me levar para comprarmos brinquedos para esta causa tão nobre. Diante da minha demora em manifestar com tais brinquedos, ele me abordou novamente, quando expliquei que meu dreno havia infeccionado e que eu estava acamada, tomando antibióticos. A partir daí, mesmo com todo o trabalho na preparação para a entrega dos brinquedos, o Sr. Manoel passou a sempre arrumar um tempinho para conversar comigo, me perguntando como eu estava e trocando experiências sobre a cirurgia comigo.
Nunca nos distanciamos no mundo virtual, mas nosso reencontro presencial foi no ano seguinte. Era nosso encontro de Natal do grupo da bariátrica e lá estava o Sr. Manoel com sua esposa Marise, a quem ele sempre se referia carinhosamente como “minha namorada”. Registramos o momento e esta foi a última vez que o vi com vida.
Nós dois com a outra musa gastro, a Vanessa!
Nós dois com a outra musa gastro, a Vanessa!
Um problema cardíaco não relacionado à cirurgia bariátrica levou o “nosso” Manoel. Em meu coração, o carinho e bondade que esse senhor transmitia continuará para sempre. E a vontade de perpetuar esse bem fica cada vez mais forte, seja aqui pelo blog, através de mensagem direta ou até mesmo pessoalmente.
E você? Também teve um “seu Manoel” em sua preparação para a cirurgia bariátrica? Conte-nos sua história!
Ps.: em tempo, a esposa do Sr. Manoel está dando continuidade ao lindo trabalho desenvolvido por ele durante o Natal. Quem for de Goiânia e tiver interesse em colaborar, entre em contato comigo que eu passarei o contato dela.

Cores

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A moça esbelta estava na fila para o churrasco do seu restaurante self-service favorito. Cabelos impecavelmente arrumados, maquiagem retocada, nem parecia que havia acabado de sair de uma jornada de trabalho de 6h ininterruptas. Em seu prato haviam: alface, tomate, cenoura, beterraba, abóbora, chuchu, abobrinha e repolho. Um festival de cores. Atrás dela, uma mulher igualmente arrumada, bonita até, um pouco acima do peso, é verdade, mas bonita, não se conteve e exclamou:

__ Que prato lindo! Tenho até vergonha do meu…

Mal sabia a gordinha que há pouco tempo, talvez um ano ou dois, aquele prato motivo de vergonha, com muitas massas, pamonha e arroz, teria sido o prato dela também, obesa mórbida, 151kg, à caminho do centro cirúrgico.

Este conto foi escrito como primeira atividade do workshop de escrita criativa promovido pelo psicanalista Douglas Rodarte

Receitas Saudáveis – Muffin de Banana e Alfarroba Funcional

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Quem é meu amigo no Facebook já vem sendo torturado por essa receita desde o início da semana. Conforme prometido, amigos, aqui está! Eu vi essa receita no Instagram da Mila Cozzi e é claro que eu iria testá-la e caso aprovasse, publicaria aqui pra vocês! Vamos lá:

Ingredientes:

2 claras

1 colher de sobremesa de farinha de amêndoas (eu não achei pra vender por aqui e então fiz a minha!! A receita está no final!)

1 colher de sobremesa de farinha de côco

1 colher de sobremesa de sucralose forno e fogão (ou açúcar demerara ou açúcar de côco)

1 colher de chá de alfarroba em pó (alfarroba é uma frutinha que lembra o cacau, mas com a vantagem de ser docinha, não sendo necessário adicionar açúcar e com baixo teor de gorduras. Você encontra nessas casas de produtos natureba. A marca é Carob House)

1 colher de sobremesa de creme de alfarroba (é tipo uma nutella de alfarroba)

1 colher de sopa de leite desnatado

1/2 banana prata amassada

canela em pó

Modo de fazer

Bata as claras, mas não precisa ser em neve. Adicione os outros ingredientes, exceto a banana e a canela. Misture tudo. Em um ramequim (bom, confesso que tive que procurar no Google imagens pra saber o que é isso. Como não tinha um, usei uma forminha de silicone mesmo), coloque metade da mistura. Sobre ela, coloque a banana amassada e complete a forminha com o resto da mistura. Polvilhe canela em pó. No forno preaquecido, coloque para assar por 20 minutos. Espere esfriar e tire da forma. Aí é só se deliciar.

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A receita da farinha de amêndoas é simples, segue aqui:

Separe uma quantidade de amêndoas que você julgue ser suficiente para a receita. Em uma panela, ferva água. Ao entrar em ebulição, abaixe o fogo e deixe as amêndoas por 3 minutos. Escorra-as e descasque-as. É bem simples e fácil, é só apertá-las entre os polegares. Uma vez descascadas, seque-as em uma frigideira. Quando elas começarem a estalar, já está bom. Elas não devem mudar de cor. Coloque as amêndoas secas no liquidificador e bata até que fiquem com aparência de farinha. Pronto! Aí é só usar nas receitas. Caso sobre, coloque o resto em um vidro limpo e bem tampado.

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