Arquivo da categoria: Sem categoria

Aniversário de 3 anos

Hoje completo 3 anos de cirurgia bariátrica. Quando iniciei o processo para fazer a cirurgia, eu tinha estabelecido esse período como um marco, um sinal de que teria vencido a obesidade caso estivesse mantendo meu peso após passado esse tempo. Como eu estava enganada! Nada como a experiência, não é mesmo? Durante esses três anos, aprendi bastante coisa:

– Não existe “vitória sobre a obesidade”. Ainda não desenvolveram nenhuma técnica a que o paciente se submeta e, ao término do tratamento, ele não tenha mais que se preocupar com a obesidade. Noto que a obesidade é um fantasma que me assombrará até o fim dos meus dias na terra;

– A cirurgia bariátrica é uma ferramenta fantástica para o controle da obesidade, mas está longe de ser a cura; o controle da alimentação e a prática de atividade física se fazem necessários para a manutenção dos resultados e, psicologicamente falando, tentaremos nos sabotar diariamente. Para evitar essa sabotagem ainda não existe técnica cirúrgica que resolva, infelizmente. É o clássico “a cirurgia foi no estômago, não na cabeça”.

– Após o período mágico em que se perde peso sem nenhum esforço denominado “lua de mel”, a obtenção de resultados depende do mesmo esforço que qualquer pessoa que não tenha se submetido à cirurgia precisa fazer;

– Independente do quanto eu me esforce, a quantas cirurgias plásticas eu me submeta, de quantos procedimentos estéticos eu faça, meu corpo jamais deixará de carregar as marcas da obesidade.

– Controlar a obesidade é um esforço diário e demanda muita energia, mas além de necessário, é muito gratificante e compensador.

Neste dia, creio que me resta agradecer. Sou muito grata à Deus, à espiritualidade, meus pais, meu marido, que é meu grande companheiro, meu melhor amigo, à todos os meus amigos e familiares que me fizeram companhia durante a minha recuperação, e ao Dr. Samir e toda sua equipe profissional que me deu todo suporte necessário com muito carinho, nunca esquecerei. 
 

Heloísa Daiane, operou no mesmo dia que eu!
  
  
Fazendo caminhada no corredor com a minha mãe.
  
Sendo examinada pela fisioterapeuta, Helaine, um amor!
  
Recebendo a visita da Andrea, pessoa em quem me inspirei para fazer a cirurgia.
  
Queridas amigas, Marcela e Márcia
  
Fazendo fisioterapia pulmonar com o respiron.
  
Meu querido marido, amor da minha vida.
  
Mamãe querida
  
Minha primeira refeição
 

Hoje, após 3 anos, conto com a ajuda da minha nutri e amiga Pamella, um presente na minha vida, e do meu personal Luiz (que foi também meu cinegrafista, rsrs), sempre com o objetivo de ser uma pessoa ativa e saudável, acima de qualquer outra ambição.

Sei que não sou imbatível, nem melhor que ninguém. A luta é diária e há dias em que batalhas são perdidas, mas a cada nascer do Sol uma nova oportunidade de acertar é dada, e é a isso que me atenho.

  

Paciência

  
Se eu pudesse dizer apenas uma palavra para alguém que fosse se submeter à uma cirurgia plástica, eu diria essa: paciência.

É maravilhoso fazer alguma correção em seu corpo, especialmente no nosso caso em que ficamos com sequelas advindas da obesidade. No entanto, o resultado da cirurgia plástica é demorado e, caso o paciente seja ansioso haverá muito sofrimento.

É claro que já dá para ter uma noção no início, mas os edemas desaparecem mesmo a partir de 6 meses após a cirurgia e até lá a paranoia corre solta. Eu já atormentei muito o pobre do meu marido dizendo que havia engordado e que estava uma baleia na hora de tirar o macaquinho para tomar banho à noite. Isso porque é à noite que ocorre mais o inchaço e, aliado ao meu distúrbio de imagem que teima em dar as caras de vez em quando, me causou muita ansiedade.

Outra coisa importante é aceitar os limites de um corpo ex-obeso. As partes do corpo que ainda não foram reparadas, vão continuar com sobras de pele, o que pode acarretar em alguns casos em uma cintura fininha e aquelas famosas dobras nas costas. A gente pensa no quanto sofreu para perder peso, afinal a cirurgia bariátrica não é nenhum passeio no parque, né? E ainda assim não se livrar das malditas dobras!?!? Infelizmente, para algumas pessoas é assim mesmo. Outras são abençoadas e às vezes nem precisam fazer reparadoras, mas a maioria de nós precisa e, dependendo do paciente, as reparadoras clássicas de braços, pernas abdome e coxas não são suficientes.

Bom, no meu caso, minhas costas vão bem, obrigada, mas a sobra de pele no quadril, bumbum e coxas me incomodam. A barriga está chapada, mas quando me deito, tenho a impressão de que meu quadril e coxas duplicam de tamanho devido ao excesso de pele. Não tenho intenção de corrigir isso cirurgicamente, vou optar por corrigir apenas a parte interna das coxas, próximo à virilha. Decidi assim para evitar mais cicatrizes. Por isso é muito importante discutir bastante com o cirurgião plástico o que te incomoda e como ele pretende abordar o seu caso, para não haver surpresas desagradáveis e amenizar um pouco ansiedade comum do pós operatório.

 

Então… Fiz minha primeira cirurgia reparadora!

 
  Mais uma etapa vencida! A cirurgia teve uma duração de 3 horas e meia e os procedimentos foram implante de silicone nas mamas (paguei particular) e abdominoplastia em âncora (feita pelo plano de saúde). Hoje estou completando 8 dias de cirurgia e a verdade é que a pior parte foram as primeiras 48 horas. Tem sido assim:

Dia 1- Dores nos cortes e desconforto devido à ter que ficar na mesma posição. 

Dia 2- Primeira descida da cama e primeira caminhada. Bem encurvada! Trocando de posição a cada 2h, bebendo bastante água e caminhando dentro de casa para ativar a circulação. MUITO inchaço!

Dia 3- Finalmente, o primeiro banho! Já não é tão desconfortável e eu já consigo encontrar posições melhores tanto deitada quanto sentada. 

Dia 4- Início das drenagens linfáticas. Como não fiz lipo, não incomodou nada e ajudou muito a desinchar.

Dia 5- Já não ando tão encurvada. Seguindo as orientações do meu médico, o limite para ir ajustando a postura é se eu sinto repuxar o corte. Se sentir, curva mais!

Dia 6- Primeiro ajuste do macaquinho! Estou desinchando bastante! Já até comecei a gostar da aparência do meu abdômen:

  
Dia 7- Já consigo ser mais independente para o básico, mas tomando bastante cuidado!

Dia 8- Retorno com o médico. Ele disse que está ótimo, me liberou das meias compressivas. Tirou a maioria dos pontos, deixou só o do umbigo. Devo retornar semana que vem para tirá-lo.

Estou muito satisfeita com tudo! Para mim é mais uma vitória, mais uma etapa desse processo de controle da obesidade vencida!

Cirurgias Plásticas Reparadoras

cirurgia plastica

Este mês completei 2 anos e 6 meses de cirurgia bariátrica. Desde o dia em que alterei meu sistema digestivo cirurgicamente até hoje, foram muitas as emoções pelas quais passei. Acho que se eu tivesse que definir em uma só palavra, eu usaria ANSIEDADE. Ansiedade para obter os laudos para operar, ansiedade para a cirurgia, ansiedade para saber se iria me adaptar à dieta inicial, para voltar a mastigar, para emagrecer… Enfim, muitos momentos de ansiedade. No entanto, acho que nunca estive ansiosa para fazer as cirurgias reparadoras. Pensar que a cirurgia bariátrica seria apenas a primeira de muitas que ainda teria que fazer (vesícula, abdome, mama, braços e pernas) sempre me deixou com os nervos à flor da pele.

Fazendo parte de vários grupos no Facebook relacionados à cirurgia bariátrica, acabei ficando sempre bem informada em relação às plásticas. Lia inúmeros testemunhos e via resultados satisfatórios (ou não). Lia sobre pessoas que estavam muito felizes por terem conseguido realizar os procedimentos via plano de saúde, outras que haviam conquistado esse direito judicialmente e algumas outras que haviam pago as cirurgias plásticas particular mesmo. Lia e enquanto as plásticas estavam ainda muito distantes para mim porque não havia emagrecido o suficiente, me contentava em apenas ir me informando para que quando minha vez chegasse, eu soubesse como proceder.

A vontade de me submeter a esses procedimentos veio mesmo quando eu estava bastante assídua na academia. Via meu corpo mudando, meus músculos começando a dar o ar da graça, e o excesso de pele fazendo com que minhas formas tão dificilmente conquistadas ficassem ocultas. Olhava meus braços no espelho enquanto fazia um exercício de musculação chamado “desenvolvimento” e via os músculos aparecendo encima e as peles penduradas embaixo 😦

desenvolvimento
Desenvolvimento

Procurei vários cirurgiões plásticos em busca de uma combinação entre: a) um plano de ação que me agradasse, b) um profissional que me passasse confiança e, c) um profissional que operasse pelo meu plano de saúde. O total foi de 6 cirurgiões plásticos até encontrar o que irá fazer a minha cirurgia. Farei o abdome pelo plano de saúde e eu pagarei a mama particular. Minha cirurgia estava marcada para ontem, 09/06/2015, mas tive uma surpresinha com a ultrassom da mama. Estou com um nódulo no seio e o meu cirurgião plástico pediu que eu apresentasse um laudo de um mastologista. Fiz uma mamografia e amanhã, 11/06/2015, apresentarei para o mastologista e meu destino será definido. Prometo ir atualizando vocês.

Pretendo ir fazendo postagens sobre os detalhes, mas podem fazer as perguntas que quiserem, assim a publicação fica mais com “a cara” de vocês. Obrigada por me acompanharem! Sempre que recebo uma mensagem dizendo que meus textos ajudaram em alguma coisa, fico muito feliz!

Pra finalizar, um antes e depois meu, só pra não perder o hábito! Beijos e até a próxima!

IMG_0396

“Seu” Manoel

IMG_142466264311975

A decisão de fazer a cirurgia bariátrica costuma ser tomada após muita reflexão. Relutamos por muito tempo, acreditamos que conseguiremos perder o peso que precisamos sem a ajuda da cirurgia. Recorremos a remédios para emagrecer e dicas milagrosas que vemos na televisão. Começamos a emagrecer e dizemos: dessa vez é em definitivo! Por algum motivo não dá certo e nos vemos na sala de espera de algum cirurgião bariátrico. Lá, ouvimos de tudo: casos de sucesso, complicações cirúrgicas, reganho de peso… É um papo de meia, cinta, dreno, clexane, versa, respiron… Nos sentimos “afogados” com tanta informação. É uma correria para conseguir os laudos e alguns ainda vão parar em consultórios de médicos que não acreditam que a cirurgia bariátrica seja a melhor opção e, além de negarem o laudo, tentam convencê-los a desistir. A família nem sempre concorda também, e nos vemos em uma ilha, sozinhos.
É nessa hora que entrou o “meu” Manoel. O “Seu Manoel” era um senhor que havia feito a cirurgia bariátrica há pouco tempo, uns dois meses. Eu o conheci em uma caminhada promovida por uma personal trainer, também operada, intitulada: “Caminhada contra a Obesidade”. No evento foram distribuídos brindes: camisetas, squeezes, barrinhas de cereal e água. Na distribuição das camisetas, fui logo na de tamanho maior e ela ficou bem justinha. O “meu” Manoel me abordou dizendo;
__ Há dois meses essa camiseta teria ficado assim pra mim também, mas olhe só como estou bem hoje!
Andrea (minha musa inspiradora), Denise Bringel, Manoel e eu.
Andrea (minha musa inspiradora), Denise Bringel, “Seu” Manoel e eu.
E a minha relação com o “meu” Manoel continuou assim. Ele parecia saber os momentos em que eu precisava de uma palavra amiga. Aliás, ele era assim com todo mundo. O “meu” Manoel era nosso.
Minha cirurgia foi no dia 03/12/2012, próximo ao Natal. Ele realizava um trabalho de distribuição de brinquedos para crianças carentes todos os anos. Vestia de Papai Noel, embrulhava todos os brinquedos e enchia o dia das crianças de muita alegria. Naquele ano em que nos conhecemos, ele me abordou pelo Facebook para que eu o ajudasse contribuindo com alguns brinquedos. Como minha cirurgia ainda estava muito recente e tinha sido aberta, cuja recuperação é mais demorada, expliquei que quando tirasse o dreno eu pediria para minha mãe, que era minha motorista, para me levar para comprarmos brinquedos para esta causa tão nobre. Diante da minha demora em manifestar com tais brinquedos, ele me abordou novamente, quando expliquei que meu dreno havia infeccionado e que eu estava acamada, tomando antibióticos. A partir daí, mesmo com todo o trabalho na preparação para a entrega dos brinquedos, o Sr. Manoel passou a sempre arrumar um tempinho para conversar comigo, me perguntando como eu estava e trocando experiências sobre a cirurgia comigo.
Nunca nos distanciamos no mundo virtual, mas nosso reencontro presencial foi no ano seguinte. Era nosso encontro de Natal do grupo da bariátrica e lá estava o Sr. Manoel com sua esposa Marise, a quem ele sempre se referia carinhosamente como “minha namorada”. Registramos o momento e esta foi a última vez que o vi com vida.
Nós dois com a outra musa gastro, a Vanessa!
Nós dois com a outra musa gastro, a Vanessa!
Um problema cardíaco não relacionado à cirurgia bariátrica levou o “nosso” Manoel. Em meu coração, o carinho e bondade que esse senhor transmitia continuará para sempre. E a vontade de perpetuar esse bem fica cada vez mais forte, seja aqui pelo blog, através de mensagem direta ou até mesmo pessoalmente.
E você? Também teve um “seu Manoel” em sua preparação para a cirurgia bariátrica? Conte-nos sua história!
Ps.: em tempo, a esposa do Sr. Manoel está dando continuidade ao lindo trabalho desenvolvido por ele durante o Natal. Quem for de Goiânia e tiver interesse em colaborar, entre em contato comigo que eu passarei o contato dela.

Como lidar com as tentações gastronômicas após a cirurgia bariátrica?

chocolate quente

As tentações gastronômicas estão em toda esquina, não é mesmo? Sejam colegas de trabalho que oferecem lanchinhos calóricos, um paciente ou aluno que te presenteia com um chocolate, uma festa que frequentamos e está sendo servida AQUELA torta deliciosa… Bom, de tentações o mundo está cheio, mas e de resiliência? Como você está?

Acredito que privação total não seja saudável, assim como o abuso também não é. Como sempre digo, o mais saudável é o equilíbrio e encontrá-lo deve ser uma luta diária.

Semana passada estive em Bariloche, na Argentina, em segunda lua-de-mel. Bariloche é a terra da orgia gastronômica: lojas de chocolate em cada esquina, sorvetes (mesmo naquele friiiiiiio), chocolate quente servido de todas as maneiras que você possa imaginar, alfajores de todos os sabores, carnes suculentas (a famosa ‘parrilla’ argentina) e pra piorar: a rota da cerveja. Como lidar com tudo isso?

Quem se submete à cirurgia bariátrica tem um agravante chamado ‘dumping‘. Esta síndrome se dá quando há a ingestão de alimentos com alto teor de gordura e/ou açúcar. Os sintomas podem ser sono excessivo, sudorese intensa, tremores, urgência para ir ao banheiro e pressão baixa. Algumas pessoas sentem mais, outras menos, mas acho que todas sentem nem que seja um ou outro sintoma em baixa intensidade. A forma que este dumping vem varia muito. No meu caso, para minha tristeza, é muito raro vir e eu tenho que fazer uma bela de uma estripulia! Enquanto alguns podem ter dumping até mesmo com o açúcar das frutas, eu como chocolate, sorvetes, doces e não sinto absolutamente nada. Para que eu tenha dumping, é preciso que eu misture muitos alimentos que podem ocasiona-lo em uma única refeição.

Durante as férias não me privei de nada. Curti bastante, comi tudo que tive vontade. Claro que a diferença apareceu na balança quando eu voltei. Antes mesmo de viajar, eu já vinha tendo um aumento de peso. Passei por uma mudança drástica no meu trabalho e acabei descontando a ansiedade na comida. Enxergo o ganho de peso pela ansiedade muito mais grave do que este ganho que tive durante a viagem. Saber controlar o impulso pela comida é fundamental para a manutenção do peso enquanto que qualquer pessoa está sujeita a ganhar peso durante uma viagem gastronômica, mesmo que não sofra de ansiedade ou obesidade.

A partir de agora estou em uma dieta de desintoxicação, será feita por uma semana. Estarei evitando alimentos industrializados. Após esta semana, uma outra dieta será elaborada visando perda de peso para que eu perca esses quilinhos que a ansiedade e a viagem me trouxeram mas que não me pertencem!

IMG_8955 IMG_8538 IMG_9100 IMG_9065

Receitas Leves – Bolo de Cenoura Fit

image

Acho que um dos meus bolos favoritos é o de cenoura. Quando vi esta receita fit, tive que fazer para experimentar. O sabor não é o mesmo do tradicional, não espere isso, mas dá pra matar bem as lombriguinhas!

Ingredientes

4 ovos

1 cenoura grande (sem casca e cortada em pedaços pequenos)

1/2 xícara de óleo de coco ou 5 colheres de sopa de margarina light (eu usei a margarina)

8 colheres de sopa de sucralose

1 colher de sopa de fermento em pó

2 xícaras de farinha de aveia

Modo de Fazer

Bata todos os ingredientes no liquidificador, deixando o fermento por último. Despeje a mistura em uma forma untada e asse por 20 a 25 minutos em forno médio.

Calda de chocolate fit

1 xícara de leite desnatado

3 colheres de sopa de achocolatado diet

4 colheres de sopa de sucralose

1 colher de chá de amido de milho.

1 colher de chá de essência de baunilha

Modo de Fazer

Leve todos os ingredientes ao fogo brando, até a calda encorpar. Ela não ficará quebradiça como a feita de açúcar, terá um aspecto mais cremoso.

5 Coisas que Fizemos Quando Recém-Operados das Quais nos Envergonhamos Hoje

Emagrecer é maravilhoso, né? Voltar a enxergar o próprio pé, amarrar o próprio tênis, sentar-se em cadeira de plástico sem medo, passar na catraca do ônibus… São tantas mudanças positivas que acabamos nos deixando levar pela empolgação e fazendo coisas que acabamos achando graça no futuro. Juntei aqui 5 coisas que fiz e hoje acho graça quando me lembro:

1. Antes e depois com pouco tempo de operada

330526_10151185912988386_555338132_o

Meu primeiro antes e depois foi feito com 5 dias de operada. Sim!! CINCO dias! Fiquei tão empolgada em notar diferença no meu rosto que fiz um antes e depois com apenas 5 dias e postei no Facebook. Hoje, quando vejo posts com até mais tempo que o meu primeiro, não consigo enxergar diferença alguma! Ninguém me criticou à época, mas fico imaginando o que passava pela cabeça das pessoas quando viam a comparação!

2. Usar roupas mais ousadas

FullSizeRender

Acho que não paguei taaaaaaanto mico, mas paguei. A empolgação era tão grande em poder comprar roupas em lojas de tamanhos regulares que acabava escolhendo modelos não tão apropriados para meu peso. Pesava 90kg e achava que estava magérrima! De fato, para quem pesava 151kg, pesar 90kg já era uma grande mudança, mas nada que justificasse esses modelitos, não é mesmo?

3. Tornar-se a louca do sapato de salto 15cm

IMG_1287

Antes de operar eu não usava salto nem 2cm, quiçá 15cm. Mais ou menos depois de perder uns 60kg, fiquei tão ousada que saí comprando sapatos de salto alto como se não houvesse amanhã. Comprei num período de dois meses, quatro sapatos salto 15cm. Quase morria de dor nos pés, mas usava todos os dias. A fase não durou muito tempo, voltei a usar sapatos confortáveis para trabalhar e deixei meus lindos saltos apenas para passear. E hoje, como estou mais leve, nem me machucam como antigamente!

4. Poses sexy

IMG_1012

A gordura oculta nossas verdadeiras formas. Quando vamos perdendo esta camada e as curvas começam a ser reveladas, fazemos de tudo para que elas sejam notadas, mesmo que para isso acabemos nos colocando em situações vexatórias! Jamais colocaria uma foto dessas na rede se fosse hoje.

5. Se achar a mais linda

IMG_1118

Vamos colocando nossas fotos na internet e as pessoas encabuladas com as mudanças acabam comentando surpresas e dizendo que estamos lindas. Essas reações vão inflando nossos egos e queremos ser chamadas de “linda” por todos, mesmo aquelas pessoas que não conheceram nossas versões mais cheinhas. Não há mal algum em se sentir linda, mas só não podemos exagerar, não é mesmo?

E você? Existe alguma coisa que você fez no passado que te envergonha hoje? Compartilhe conosco!

5 Curiosidades dos Gastroplastizados Respondidas por uma Nutricionista

pamella dinizIMG_8265

1. Qual a importância das dietas restritivas do pós-operatório? Porque algumas nutricionistas liberam industrializados logo no início e outras não?

As dietas restritivas no pós operatório ajudam o paciente a compreender um pouco de como será a sua nova rotina após a cirurgia bariátrica, visto que a grande maioria baseia-se em restrição de quantidade primeiramente e não na qualidade do alimento, trabalhando com o paciente o fato de que ele terá um novo estômago e que este possuirá um tamanho menor, que não comportará o que usualmente ele está habituado a ingerir, essa fase de adaptação é muito importante, pois minimiza posteriores dificuldades e complicações no pós operatório.

O uso de industrializados no pós operatório é comum, principalmente de bebidas isotônicas, mas geralmente algumas nutricionistas não indicam o uso de outros tipos de produtos industrializados pois aproveitam essa fase para tentar inserir novos hábitos alimentares no paciente, hábitos esses que começaram a ser implantados no pré operatório, mas isso é uma conduta muito individual de cada equipe e de cada nutricionista em particular, não existe uma contra indicação expressa de industrializados para o recém gastroplastizado, existe essa contra indicação para qualquer indivíduo que deseja otimizar sua alimentação.

2. Porque se torna difícil comer alimentos secos, carne e verduras cruas? 

Depois da cirurgia todos os alimentos devem ser mastigados muito bem antes de serem deglutidos, alimentos crus e principalmente carne são as maiores dificuldades para os pacientes, pois a recomendação é escolher: você bebe ou come, torna-se incompatível fazer os dois ao mesmo tempo; dependendo do tipo de cirurgia realizada é colocado um anel para que os alimentos retardem o processo de digestão, com isso a sensação de plenitude gástrica ocorre precocemente, a orientação é comer devagar, mastigar muito bem, e sempre optar por consumir os alimentos com maior oferta de nutrientes possíveis. Optar por preparações não muito secas também pode ser uma saídas para aqueles que possuem uma dificuldade maior, por exemplo, passar uma geleia sem adição de açúcar na torrada, ou optar por uma misturar a salada ao arroz e feijão com caldo, carnes com molho natural também podem ser uma saída.

3. A cirurgia bariátrica deixa as pessoas mais propensas a perder massa muscular? Isso pode levar à artrose?

Com a cirurgia existe uma grande e rápida perda de peso, onde perde-se gordura, mas também muita massa muscular, não apenas na cirurgia de redução de estômago, mas em geral dietas que levam o paciente a perder peso muito rapidamente geralmente estão próximas a condições catabólicas, nome designado para informar a perda de massa muscular e essa perda rápida não é ainda um fator conhecido para artrose, porém sabe-se que a obesidade é um fator de risco para o desenvolvimento desta doença.

4. Quando podemos voltar a comer normal, em pedaços? Porque?

Cada equipe de cirurgia bariátrica tem o seu protocolo particular, geralmente o paciente volta a comer alimentos em pedaços entre o vigésimo quinto dia de cirurgia e trigésimo, pois, mesmo com todo o treino de mastigação o alimento em pedaço necessita que o trato gastrointestinal trabalhe mais digeri-lo e nesta fase o estômago do paciente ainda está em processo de cicatrizarão e não pode-se exigir muito dele para que não ocorra complicações.

5. Quando podemos voltar a ingerir bebidas como café e chimarrão? Porque?

Inicialmente bebidas que são irritantes da mucosa gástrica devem ser evitadas pelo fato do estômago estar em processo de cicatrização, mas tardiamente não existe indicação expressa para que essas bebidas sejam suspensas do cardápio do paciente se ele não apresentar patologias como gastrite ou refluxo, porém, trata-se sempre de condutas individuais de cada profissional.
A nutricionista Pamella Diniz atende na clínica Fisiolife. O telefone para agendamento é (62) 8473-0474.